Pessoas
que sofrem de AFASIA, distúrbio que afeta a comunicação após uma lesão no
Sistema Nervoso Central, podem apresentar desde uma discreta dificuldade na
expressão (capacidade de lembra-se e de dizer os nomes dos objetos e de
repetir), compreensão, leitura e escrita, até a incapacidade da realização
destas habilidades.
Alguns
pacientes podem recuperar espontaneamente, sem a necessidade de tratamento,
dependendo da duração do evento que ocasionou a lesão. Entretanto, na maioria
dos casos, a recuperação não é tão rápida e completa, sendo necessária uma
intervenção fonoaudiológica com intuito de melhorar a capacidade comunicativa
dos pacientes
A terapia é estruturada especificamente para cada caso,
levando-se em consideração as habilidades linguísticas preservadas e
comprometidas, buscando estabelecer conexões entre elas. Desta forma,
favorecendo o reestabelecimento de habilidades perdidas, tanto quanto possível,
e visando potencializar a comunicação por meio da compensação dos problemas de
linguagem, e/ou por meio de métodos de comunicação alternativa.
A motivação e o apoio da família são fundamentais para o
sucesso do tratamento, por isso é importante manter o diálogo com o paciente,
incluindo-o nas conversas e valorizando cada tentativa de comunicação. Quanto
mais ele tentar, maior será o “exercício”.
Posicionar-se sempre de frente da pessoa para que se
mantenha o mesmo nível visual e apresentar uma ideia de cada vez, falando de
forma simples e com frases curtas, irá facilitar a compreensão do conteúdo. Utilizar
gestos, expressões faciais e corporais também podem ser pistas importantes para
a compreensão.
Ter
paciência, aguardando o tempo de resposta do paciente que poderá ser mais lento
e utilizar perguntas simples para que responda por meio de gestos, sim e não,
irá facilitar as respostas dos pacientes com dificuldades de expressão.
Para
pessoas que não conseguem dizer o nome dos objetos ou o que deseja, pode-se
apontar ou apresentar a ele algumas opções de objetos ou imagens, para que ele
escolha, sempre dizendo o nome do objeto ou ação.
É
importante evitar falar ou terminar frases por ele. Se não foi possível
compreendê-lo estimule-o a tentar novamente. À medida que vai evoluindo o
paciente fica mais consciente de seus erros e tenta adequar seu padrão de fala.
A
evolução é um processo lento que envolve a ajuda individual, familiar e social.
Desta forma, é importante que o processo de reabilitação seja iniciado o quanto
antes, visando aproveitar o período de maior plasticidade neuronal.
Ana Carolina Oliveira - CRFª - 6-9456
Ana
Carolina é fonoaudióloga, graduada pela UFMG e especialista em Saúde do Idoso
pela residência multiprofissional do Hospital das Clínicas/UFMG.
Atua
na avaliação e tratamento de distúrbios vocais, do equilíbrio (reabilitação
vestiular), distúrbios de fala, da linguagem e da deglutição (disfagia).

Quem tem tumor no cérebro, é traqueostomizado, a possibilidade da fala é remota?
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