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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Inclusão

Muito tem sido falado sobre inclusão no contexto educacional. Durante a graduação tive a oportunidade de conhecer a realidade das crianças inseridas em escolas regulares, e o que pude verificar é que muito ainda precisa ser feito para que estas crianças sejam de fato incluidas. 

Para que a verdadeira inclusão aconteça será necessário uma grande mobilização da comunidade escolar (alunos, professores, direção, pais de alunos, demais funcionarios...). Mas esta é uma realidade possível. 

Há alguns meses, navegando pela internet, acessei o site da APAE de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais), e tive uma grande surpresa, pois tal instituição, ao contrario da maioria das APAEs que já havia visitado, trabalha com a proposta de inclusão educacional, social e profissional.

Mas tal proposta não consistia apenas em direcionar as crianças atendidas ao ensino regular, muito mais que isso, oferecem Formação de profissionais para o Atendimento Educacional Especializado, cursos de Extensão, Aperfeiçoamento e Atualização, Palestras, Consultorias e Formação continuada através do NEPI (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Inclusão) auxiliando assim o processo de inclusão e oferecendo aos professores e equipes educacionais subsidios para uma prática verdadeiramente inclusiva. 

Além do NEPI a APAE de Contagem conta com um Núcleo de Educação Profissional para adolescentes (a partir de 14 anos) que busca capacitar estes jovens para o mercado de trabalho qualificando-os e inserindo-os no mercado. 

Contam ainda com um Núcleo de Atendimento Clínico Pedagógico que complementam o aprendizado adquirido na escola regular. O trabalho Pedagógico é desenvolvido em salas temáticas com a proposta de aprendizagem com significado (as propostas de trabalho surgem dos proprios indivíduos assistidos). 

Acredito que tais iniciativas devam ser incentivadas e seguidas por outras instituições contribuindo assim para a autonomia e desenvolvimento pleno das habilidade e potencialidades dos individuos excepcionais.

À equipe da APAE de Contagem os meus Parabéns!!!

Para saber mais: http://www.apaecontagem.org.br/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Desenvolvimento da Linguagem



A criança adquire sua linguagem a partir do momento em que interage com aqueles que a rodeiam. À medida em que os pais utilizam instruções verbais durante a atividades diárias como "pegue a bola", "jogue pra mim", contam histórias, cantam para seus filhos, estão estiulando sua linguagem. A criança desenvolve sua linguagem a partir do modelo apresentado pelo adulto (ou até mesmo por outras crianças), por isso é importante que a família fale com a criança de maneira correta, sem infantilizar. Também é importante estimular a linguagem através de histórias, músicas, jogos, conversas, etc... 
É possível perceber como anda o desenvolvimento da linguagem mesmo antes da criança começar a falar. Por exemplo, se a criança ainda não fala, mas presta atenção ao que os outros dizem, mostra compreender o que dizem a ela (rindo, realizando determinada ação, chorando, etc...)
Em casos de dúvidas quanto ao desenvolvimento de linguagem o ideal é procurar um Fonoaudiólogo para uma avaliação.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Atuação fonoaudiológica junto a crianças com necessidades especiais




A atuação fonoaudiológica com crianças que possuem necessidades especiais tem como objetivo propiciar a elas um ambiente favorável ao desenvolvimento linguístico, comunicativo e social, contribuindo para sua autonomia e para a formação deste sujeito e dando a ele condições de atuar em sua sociedade. O foco do trabalho terapeutico varia de acordo com as necessidades da criança podendo ser dado enfoque aos aspectos relacionados à alimentação quando esta criança não possui controle deste proceso, engasga com frequencia, apresenta baba, por exemplo. Pode-se também ser necessário um trabalho com a fala e com a linguagem, que por diversas razões podem apresentar-se dificultada ou até mesmo ininteligível. Ou várias outras questões relacionadas à audição por exemplo. O papel do fonoaudiólogo não deve se reduzir à aplicação de técnicas dentro do consultório, deve ser um trabalho amplo capaz de envolver a família, a escola e os demais ambientes que esta criança frequenta neste processo de forma que estes possam acolher as necessidades e as singularidades deste sujeito proporcionando-lhe um ambiente favóravel ao seu desenvolvimento línguístico, comunicativo, social e emocional.

Leia mais sobre este assunto: Inclusão escolar

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Distúrbio do Processamento Auditivo (Central) - O que é ?? O que fazer ???


O Distúrbio do Processamento Auditivo (Central) é caracterizado por uma dificuldade em interpretar e analisar aquilo que ouvimos. Muitas crianças com este distúrbio ouvem bem, mas têm dificuldade de compreender o que ouviram. Na maioria das vezes são crianças agitadas, desatentas e podem apresentar dificuldades escolares pois, para que a criança aprenda é necessário que ela preste atenção ao que é dito pelo professor em sala de aula e essas crianças tem grande dificuldade nisso. 

É comum apresentarem trocas na fala e na escrita e uma grande dificuldade de compreensão em ambientes barulhentos, com televisão ligada ou outros estímulos auditivos presentes.

O diagnóstico é realizado através de exame específico e só é possível por volta dos 7 anos de idade em diante. Entretanto 
é possível que os pais, além dos profissionais que mantêm contato com estas crianças, identifiquem possíveis alterações e atuem preventivamente, estimulando as habilidades auditivas e de linguagem através de jogos e brincadeiras, favorecendo o desenvolvimento linguístico e auditivo. 

Alguns cuidados são importantes para o desenvolvimento e aprendizagem dessas criaças, como proporcionar um ambiente sem muitos ruídos nos momentos em que estiverem interagindo com as crianças, favorecendo a compreensão da mensagem e ainda, evitar expor a criança produtos que possam causar alergia como mofo, poeira, umidade, prevenindo também os quadros de otite média. 

Brincadeiras como telefone sem fio, cabra cega, fui à feira e comprei..., são exemplos de atividades que estimulam as habilidades auditivas como memória, atenção, localização sonora; outras brincadeiras que envolvem rima, músicas, histórias, teatrinhos, também auxiliam neste processo. O importante é usar a imaginação!!!



Uso da Mamadeira e Chupeta


Com o uso da mamadeira a criança realiza um trabalho muscular menor do que seria necessário se ela fosse amamentada no seio, o que pode dificultar a maturação dos musculos responsáveis pela mastigação e interferir no desenvolvimento da face da criança e no desenvolvimento das estruturas responsáveis pela articulação da fala.
O uso de chupetas podem interferir na amamentação, levando ao desmame precoce, interferindo no desenvolvimento motor oral adequado, provocando alterações na postura e força dos órgãos fonoarticulatórios e prejudicando as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala. Pode também contribuir para o surgimento de alterações na arcada dentária.

A importância do aleitamento materno




A amamentação no seio materno traz inúmeros benefícios para a saúde do bebê e contribui com a construção do vínculo mãe/bebê. Sabe-se hoje em dia que o leite materno é capaz de suprir as necessidades nutricionais do bebê pois contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita, protejendo o bebê de diversas doenças e infecções. Além dos aspectos nutricionais o aleitamento no seio materno exercita a musculatura da face e contribui para o desenvolvimento de estruturas envolvidas nos processos de mastigação, respiração e fala. De acordo com a Organização Mundial de Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e a partir de então devem ser incluídos outros alimentos como sopas e papinhas.  Ao amamentar a mãe deve posicionar o bebê numa posição mais inclinada verticalmente para evitar quadros de otite média. Para que a amamentação ocorra com sucesso o bebê deve abocanhar o mamilo e a aréola. Outras informações podem ser encontradas nos links abaixo:




domingo, 22 de novembro de 2009

Atuação Fonoaudiológica na prevenção de alterações das habilidades auditivas e de linguagem na 1ª infância

Tal tema foi apresentado por mim no VII Simpósio de Fonoaudiologia CES/JF. A partir de uma perspectiva que vê a linguagem como elemento mediador das relações sociais e interações e na construção do conhecimento torna-se importante atuar preventivamente junto às alterações de linguagem e das habilidades auditivas visando minimizar ou impedir as dificuldades que delas possam decorrer. O tema apresentado procurou abordar as formas de prevenção de tais alterações a partir da atuação junto aos primeiros núcleos sociais da criança (família, creche e escola).