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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aprendizagem da Leitura e Escrita



A aprendizagem da linguagem escrita é algo muito complexo e cada criança passa por isso de maneira singular. Para algumas crianças este processo pode ser mais demorado, mesmo que ela não tenha qualquer distúrbio.Por isso, se o seu filho vem apresentando dificuldades na escola, procure um fonoaudiólogo. Ele poderá orientá-lo, esclarecer suas dúvidas e, se necessário, auxiliar o seu filho a desenvolver um aprendizado com mais qualidade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Redação - um bicho de sete cabeças?

Já começou a maratona de provas para aqueles que almejam uma vaga na universidade para o próximo ano... 
Para muitos vestibulandos a redação é um bicho de sete cabeças, mas algumas dicas podem ser úteis nessa etapa final, ou quem sabe para o próximo ano...
A maioria dos alunos em fase de vestibular já ouviu milhares de vezes sobre a importância de ler e se manter atualizado. É claro que isso é muito útil, mas não devemos esquecer que hoje contamos com diversos recursos além dos livros, revistas e jornais que nos mantém atualizados, como as paginas da internet. Além disso, podemos e devemos explorar outros recursos como filmes, propagandas, acontecimentos cotidianos, etc. 
Ao estar diante de um tema devemos buscar todas as informações a respeito de tal assunto, sem nos prendermos inicialmente à forma do texto, mas sim ao conteúdo. Algumas provas de redação oferecem  recursos como fragmentos textuais, imagens, gráficos, charges, etc... que podem (e muito) auxiliar o aluno na elaboração de seu texto. Para isso é preciso relacionar os dados apresentados àquilo que se sabe sobre o tema, e ainda relacionar tais dados uns aos outros. Muitas vezes estes dados trazem informações implícitas que podem ser bem aproveitadas se relacionadas com situações cotidianas, ou que são frequentemente abordadas nos jornais, revistas, propagandas.  Algumas dicas rápidas, mas fundamentais são

1- Preocupar-se primeiramente com o que escrever (explorando os recursos oferecidos e correlacionando-os aos filmes, noticias, vivências, situações cotidianas, etc) e só depois com a forma do texto
2- Não fugir ao tema proposto
3- Suas idéias devem estar bem organizadas
4- O texto deve ser claro, objetivo e de fácil compreensão
5- Cuidar para não utilizar palavras repetidas vezes 
6- Verificar se as palavras estão escritas corretamente e se utilizou de maneira adequada os sinais de pontuação
7- Leia seu texto com atenção, quantas vezes achar necessário, aproveite para modificar algumas palavras usadas anteriormente, ou complementar uma idéia, verificar a pontuação e grafia das palavras, veja se todas as informações estão claras, ou se é preciso modificar ou acrescentar alguma informação. 

A todos os vestibulandos, boa sorte!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Texto Ana Maria Machado

Bom de Ouvido
de Ana Maria Machado

Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro o itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado a namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua.

Durante 18 anos, eu tive uma livraria infantil. De vez em quando, chegavam uns pais ou avós com a mesma queixa: "O Joãozinho não gosta de ler, o que é que eu faço?" Como eu acho que o ser humano é curioso por natureza e qualquer pessoa alfabetizada fica doida pra saber o segredo que tem dentro de um livro (desde que ninguém esteja tentando lhe impingir essa leitura feito remédio amargo pela goela abaixo), não acredito mesmo nessa história de criança não gostar de ler. Então, o que eu dizia naqueles casos não variava muito.

A primeira coisa era algo como "pára de encher o saco do Joãozinho com essa história de que ele tem que ler". Geralmente, em termos mais delicados: "Por que você não experimenta aliviar a pressão em cima dele, e passar uns seis meses sem dar conselhos de leitura?" O passo seguinte era uma sugestão: "Experimente deixar um livro como este ao alcance do Joãozinho, num lugar onde ele possa ler escondido, sem parecer que está fazendo a sua vontade. No banheiro, por exemplo." E o que eu chamava de um livro como este, já na minha mão estendida em oferta, podia ser um exemplar de O Menino Maluquinho, do Ziraldo, ou do Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha, ou de O Gênio do Crime, do João Carlos Marinho. Havia vários outros títulos que também serviam.

Mas o fato é que, em 18 anos de experiência, NUNCA, nem uma única vez, apareceu depois um pai reclamando que aquela sugestão não tinha dado certo. Pelo contrário, incontáveis vezes o encontro seguinte já incluía um Joãozinho entusiasmado, comentando o livro lido e disposto a fazer  novas descobertas. 

Para adolescentes e jovens, a coisa é um pouco mais complicada. Não porque não haja livro bom assim como os que citei. Pelo contrário, tem de montão. Eu seria capaz de encher páginas e páginas só dando sugestões e comentando cada uma delas. A quantidade chega até a atrapalhar a escolha, não é esse o problema. Mas aí já entram em cena muitas outras variáveis. O fôlego de leitura do sujeito, por exemplo. Igualzinho ao que acontece nos esportes. Como quem sabe que não vai agüentar jogar noventa minutos, e então nem bate uma bolinha, dizendo que acha  futebol um jogo idiota. Há quem desanime só de ver o número de paginas do livro, ou o tamanho da
letra, ou o fato de não ter ilustração. Nesse caso, o cara acha que vai ficar de língua de fora e pagar o maior mico. Não percebe que não está competindo com ninguém.

Também não tem ninguém na arquibancada olhando sua performance. Dá para levar o tempo que quiser para chegar ao fim do livro. Ler uma página por dia, por exemplo, se não quiser ir mais depressa. Num livro como este aqui, dá pra fazer isso - as histórias são curtinhas. Para outros candidatos a leitor, não é uma questão de fôlego, mas de medo de não ter musculatura para ler. De só dar chute chocho e a bola não ir longe. 
De não agüentar a força do que está escrito, não entender umas palavras, não perceber o que o autor quer dizer e ficar se achando um burro. Se nunca usar, o músculo pode acabar tão atrofiado que o cara não consegue nem mastigar, fica feito um bebê, só come papinha, sopa e sorvete. Incapaz de traçar um churrasco - para não falar em ir ao supermercado trazer a carne, ou plantar a própria horta. Dá um trabalho... Quando vejo essa atitude, sempre me lembro daquela frase: "Acha que educação custa caro? Experimente só a ignorância..." Mas, de qualquer modo, dá também para ser solidário com quem ainda não teve chance de desenvolver sua musculatura leitora. Tudo bem, vamos devagar. Lendo textos curtos, fáceis, divertidos, variados, numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia (e toda noite, não há limites).

É só folhear este livro. Pode ser que alguma história atraia sua atenção e mostre que, mesmo que uma ou outra palavra lhe escape, ninguém está falando complicado. Outra questão difícil na escolha de uma leitura de jovens e adolescentes, em minha opinião, é que eles já são praticamente adultos. Ainda  ais hoje em dia, e no nosso país. Não têm que ficar lendo histórias de uma turminha de garotos que só se trata por apelidinhos idiotas e inventa uma máquina do tempo ou apura um crime, ou enfrenta o terror  de múmias e mortos-vivos a serviço de um cientista maluco, ou vive aventuras nos Mares do Sul, no Vale dos Dinossauros, na Galáxia Superior ou no Reino do Escambau. É até uma falta de respeito com a inteligência e a capacidade dos jovens. Eles podem rir, brincar, gostar de ter amigos e de se divertir, mas também gostam muito de pensar e de criticar um bocado das heranças malucas que esse chamado mundo dos adultos está deixando para eles. E muitos dos livros que esses adultos (que muitas vezes não lêem) querem que eles leiam ficam batendo nessa tecla da “bobajada divertida”.
Coisas que até tinham algum sentido em gerações anteriores, mas hoje apanham de goleada de qualquer videogame - porque são um tipo de diversão que não precisa de palavras.

E quando os livros que os adultos querem que os jovens leiam não são esses, pior ainda: lá vem aqueles autores do século XIX... e já estamos no XXI! Podem ser ótimos, importantes e tudo o mais - ninguém está negando isso. Mas não são o tipo de leitura ideal para aquele primeiro namoro/leitura cheio de delícias e gostosuras, quando o leitor ainda nem tem vinte anos. E tem mais. Nessa idade, todo mundo gosta de procurar sua tribo. Há quem goste de pagode, quem se amarre em música sertaneja, quem só queira saber de rock. A turma que madruga e batalha para conciliar estudo e trabalho, o pessoal que discute política e faz manifestação, a moçada que não está nem
aí. Se eles não se vestem igual, não freqüentam os mesmos lugares, não se deslocam nos mesmos transportes, não curtem o mesmo tipo de música, não falam a mesma gíria, como é que de repente a gente vai encontrar um livro assim como O Menino Maluquinho para jovens, capaz de atingir a todos, tão diferentes?


* Este texto é um trecho do livro Comédias para se ler na Escola do Luiz Fernando Veríssimo

domingo, 17 de outubro de 2010

Atividades escolares: aproximação ou afastamento da linguagem escrita?



Desde a época da graduação (e talvez mesmo antes desta) sempre me interessei muito pela linguagem escrita e questões relacionadas à aprendizagem. Atualmente tenho estado em contato constante com atividades escolares e muitas delas eu consideraria pouco significativas. Vale lembrar que meu contato maior é com atividades de 1 a 4 série, período que compreende a base do ensino formal. Pois bem, vamos ao que interessa. Observando atividades como interpretação de texto me vêm muitas questões... Primeiramente, podemos observar que neste tipo de atividade o aluno deve escrever exatamente aquilo que o professor quer ver como resposta, as questões que se colocam ao aluno são facilmente encontradas em trechos do texto e o aluno deve identificar onde está a resposta e copiá-la, por vezes têm de copiar trechos enormes para que a resposta seja considerada satisfatória. Antes de qualquer coisa esta atividade é considerada chata pelas crianças, e não só por elas, afinal quem gosta de ficar copiando trechos enormes... além disso essa atividade com grande frequência restringe a criança impedindo que ela relacione o que foi lido no texto com suas experiências e vivencias... muitas vezes faz com que o aluno se prenda ao sentido literal, permitem uma unica interpretação, porém devemos nos lembrar que um mesmo texto pode ter múltiplas interpretações de acordo com aquele que o lê. Ao simplesmente copiar um trecho lido a reflexão da criança sobre sua escrita e sobre o texto lido torna-se por vezes, limitada. A exigência de que a criança copie as palavras exatamente como estão escritas no texto podem impedir que a criança mostre a sua escrita, os processos de construção pelo qual está passando. O erro na escrita é sempre visto como algo ruim quando na verdade é algo que pode permitir ao professor, aos pais e todos aqueles envolvidos no processo de aprendizagem verificar quais as estratégias utilizadas pela criança, quais seriam suas dificuldades, e orientar a prática dentro e fora das salas de aula de acordo com as necessidades reais da criança e sendo então muito mais significativas.  As atividades de leitura e escrita, principalmente nesta fase da vida, devem ser prazerosas, pois sempre fazemos melhor aquilo que gostamos, que nos dá prazer.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sobre a patologização do aprender






Queridos leitores, gostaria de sugerir a leitura de três textos que me chamaram a atenção recentemente e que estão afinados com as concepções de aprendizagem em que acredito. Estes textos nos fazem refletir sobre nossa atuação e sobre uma tendência que se torna cada dia mais presente, a patologização do processo de aprendizagem.  Acredito que nós, enquanto profissionais envolvidos com a proposta de promoção da saúde, acabamos muitas vezes contribuindo com este processo ao reproduzirmos discursos veiculados nos canais midiáticos, esquecendo-nos da complexidade envolvida no processo de aprendizagem, quando na verdade, deveríamos nos preocupar em reverter esta tendência, atuando como promotores de saúde e não apenas nos restringindo à confirmação de diagnósticos que pouco contribuem para a resolução real do problema... 





Boa leitura!!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Desenvolvimento da linguagem escrita e ambiente sociocultural

Em postagens anteriores procurei abordar a importancia da familia no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita pela criança. Mas e aquelas crianças inseridas em comunidades onde o uso de tais modalidades linguisticas são limitados, restritos? Onde não se tem acesso a livros, jornais, revistas... onde os pais não foram alfabetizados? Seriam estas crianças inaptas para a aprendizagem da linguagem escrita? 


Não, entretanto algumas questões precisam ser analisadas para que o processo de aprendizagem obtenha sucesso.

Pois bem, se a criança não está familiarizada com os usos da leitura e da escrita é importante que a escola se empenhe em oferecer a ela esta familiarização. 

Uma outra questão importante seria utilizar recursos acessíveis à criança como por exemplo leitura de rótulos, panfletos, propagandas... produção de listas de compra, receitas, cartas, bilhetes... A forma como estes recursos serão explorados fica a critério do profissional que trabalha tais habilidades. 

Normalmente os panfletos e recortes de revistas e charges costumam chamar atenção por apresentarem textos curtos (que podem ser explorados de diversas maneiras), imagens, desenhos, paginas coloridas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Inclusão

Muito tem sido falado sobre inclusão no contexto educacional. Durante a graduação tive a oportunidade de conhecer a realidade das crianças inseridas em escolas regulares, e o que pude verificar é que muito ainda precisa ser feito para que estas crianças sejam de fato incluidas. 

Para que a verdadeira inclusão aconteça será necessário uma grande mobilização da comunidade escolar (alunos, professores, direção, pais de alunos, demais funcionarios...). Mas esta é uma realidade possível. 

Há alguns meses, navegando pela internet, acessei o site da APAE de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais), e tive uma grande surpresa, pois tal instituição, ao contrario da maioria das APAEs que já havia visitado, trabalha com a proposta de inclusão educacional, social e profissional.

Mas tal proposta não consistia apenas em direcionar as crianças atendidas ao ensino regular, muito mais que isso, oferecem Formação de profissionais para o Atendimento Educacional Especializado, cursos de Extensão, Aperfeiçoamento e Atualização, Palestras, Consultorias e Formação continuada através do NEPI (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Inclusão) auxiliando assim o processo de inclusão e oferecendo aos professores e equipes educacionais subsidios para uma prática verdadeiramente inclusiva. 

Além do NEPI a APAE de Contagem conta com um Núcleo de Educação Profissional para adolescentes (a partir de 14 anos) que busca capacitar estes jovens para o mercado de trabalho qualificando-os e inserindo-os no mercado. 

Contam ainda com um Núcleo de Atendimento Clínico Pedagógico que complementam o aprendizado adquirido na escola regular. O trabalho Pedagógico é desenvolvido em salas temáticas com a proposta de aprendizagem com significado (as propostas de trabalho surgem dos proprios indivíduos assistidos). 

Acredito que tais iniciativas devam ser incentivadas e seguidas por outras instituições contribuindo assim para a autonomia e desenvolvimento pleno das habilidade e potencialidades dos individuos excepcionais.

À equipe da APAE de Contagem os meus Parabéns!!!

Para saber mais: http://www.apaecontagem.org.br/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A questão do Letramento



Muitos estudos falam do benefício da exposição de crianças a meios letrados. Crianças que desde cedo são inseridas em ambientes letrados normalmente chegam à escola com um conhecimeto prévio que favorece o processo de aprendizagem da linguagem escrita.
A apreensão da escrita convencional (uso de acentos, traços de nasalidade, ortografia coreta, pontuação adequada...) se dará a partir do uso social de tal modalidade linguística. À medida que a criança interage com diferentes textos, vai aprendendo a forma gráfica correta das palavras. A interação com o adulto letrado e com a escrita em situações reais de uso permite que suas hipóteses de escrita sejam revistas, reelaboradas, aprimoradas, isso ocorre aos poucos, em função de critérios e recursos próprios de cada criança. Assim as hipercorreções, tão comuns ao processo de aquisição da escrita, se dão em decorrencia da heterogeneidade de critérios que coexistem na escrita e não por desatenção ou déficit. Assim o fonoaudiologo escolar deve auxiliar os professores neste processo, a partir de seus conhecimento sobre o desenvolvimento desta modalidade linguistica, assessorando-o na inserção de seus alunos em um ambiente onde a escrita seja de fato significativa, possilitando resgatar a função social da escrita.
 
Fonte: Magda Soares, Alfabetização e Letramento

domingo, 7 de março de 2010

Alunos que gaguejam

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A Campanha "Gagueira não tem Graça tem Tratamento" no ano de 2009, teve como tema a Gagueira na Escola. De acordo com a Campanha, no Brasil existem cerca de 10 milhões de crianças que já gaguejaram e quase 2 milhões com gagueira crônica. Assim algumas orientações foram realizadas no sentido de auxiliar o profissional da eduacação sobre como lidar com alunos que apresentam gagueira. Dentre as orientações realizadas pela campanha encontramos as seguintes:

- Prestar atenção ao que a criança fala e não ao modo como ela fala
- Saber ouvir! Evitar completar a fala da criança dando atenção a ela e esperando o tempo necessário para que conclua o que deseja dizer
- Respeitar as dificuldades específicas do aluno, não colocá-lo em uma posição de destaque negativo ou em situações que o faça sentir-se incapaz

Outras informações úteis são:

- fazer perguntas que a criança possa responder com poucas palavras
- chamá-la em pimeiro lugar para reduzir a ansiedade  gerada pela espera
- dizer para a classe raciocinar antes de responder ao invés de responder rapidamente
- em atividades de leitura em voz alta pedir aos alunos para lerem em uníssono (dois ou mais alunos lêm juntos) pois isso facilita a tarefa para a criança que gagueja diminuindo sua ansiedade e tensão, à medida que a criança for se tornando mais confiante poderá conseguir ler em voz alta por conta própria
- mostre aos alunos da classe que há momentos de falar e momentos de ouvir, pois as crianças que gaguejam acham mais facil falar quando não há muitas interrupções

Quando parte da classe rejeita ou menospreza o aluno que gagueja, a atuação adequada do professor já é um ótimo modelo, mas se ele estiver sendo alvo de desrespeito dos demais alunos, apresente uma aula geral sobre as diferenças individuais e enfatize o necessário respeito a elas. 

Se um aluno em especial se destaca no papel de desrespeito ao aluno que gagueja, converse com ele em particular. Diga a ele o que está percebendo e peça sua colaboração para ajudar a facilitar o convívio do aluno que gagueja.

Quanto mais cedo for realizado o encaminhamento para um fonoaudiólogo, maiores serão as possibilidades de recuperação. Mas, se este encaminhamento não ocorreu em tempo, sempre há o que fazer: o adolescente e o adulto também têm grandes ganhos com a terapia. Mesmo que as pessoas não atinjam uma fluência ampla, sua comunicação pode ser muito aprimorada permitindo que tenham uma vida plena e satisfatória.

Leia mais sobre o tema:
http://www.gagueiraonline.info/textos_livros_infancia_port.htm



Fonte: http://www.gagueira.org.br 
           http://www.profala.com/dicasgaguesescola.htm

domingo, 22 de novembro de 2009

A importância da família na aprendizagem da linguagem escrita




Para que a criança aprenda a ler e a escrever é importante que ela possua algumas habilidades como o desenvolvimento da linguagem, habilidades, auditivas, visuais, motoras, etc... 
No entanto muitas vezes encontramos crianças e adolescentes que apesar de apresentarem todas estas habilidades tem dificuldades no processo de aquisição da escrita e da leitura. 
Estas crianças frequentemente chegam à clínica fonoaudiológica encaminhadas pela escola ou por outros profissionais. É comum estes pacientes dizerem que não gostam de ler ou não sabem escrever...  
Para que a criança aprenda a ler e a escrever é necessário que ela perceba a função destas atividades, e para isso é importante que a criança esteja envolvida em praticas leitura e escrita. Por isso, é importante que a família utilize a leitura e a escrita no ambiente familiar  inserindo a criança neste ambiente através da leitura de histórias e outras atividades que envolvam jornais, gibis, revistas, bilhetes, cartinhas, cartoes de aniversario, natal, etc... A partir do momento em que a leitura e a escrita se fazem presentes no ambiente familiar como práticas prazerosas a criança possivelmente irá se interessar mais por tais atividades e consequentemente poderá melhorar seu desempenho.

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Sugestões de leitura:
Ajudando seu filho com as lições de casa
Dificuldades no inicio da alfabetização