quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Falar bem

Hoje li um texto sobre comunicação que me fez pensar nesta postagem. O texto pode ser encontrado na integra no http://oratoria.zip.net. Uma afirmação do autor, em especial, me chamou a atenção:
"_Assim que comecei a gostar de falar e observar quem fala em público, passei a desenvolver uma teoria própria acerca daquilo que julgava ser falar bem." 
Acredito que esta seja a primeira dica para quem deseja se destacar através de sua comunicação. Perceber quais características de fala/comunicação lhe agradam, ter claramente determinado quais os modelos de fala você gostaria de ter, ter consciência principalmente sobre o que lhe agrada e desagrada na sua comunicação. 
Para ter uma boa comunicação é preciso conhecer-se! Depois de uma análise sobre si mesmo é possível determinar o que valorizar e o que modificar. Esse é o primeiro passo, saber o que mudar e o que não mudar. 
A ajuda de um profissional é sempre bem vinda pois ele poderá auxiliá-lo nessa tarefa principalmente oferecendo a você a impressão que ele tem sobre a sua comunicação, ou seja, quais as impressões que você transmite ao ouvinte. A partir desta análise inicial é que serão selecionadas técnicas específicas para melhorar o seu padrão comunicativo. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dia Mundial da Amamentação


Ontem, dia 01 de agosto, foi comemorado o dia mundial da amamentação!
A amamentação no seio materno só traz benefícios para o desenvolvimento do bebê, além de proteger o bebê contra doenças infecciosas a amamentação no seio favorece o desenvolvimento dos músculos envolvidos na fala e na mastigação e o crescimento adequado da face, estimula a respiração nasal contribuindo para uma boa respiração, fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê. Além de todas estas vantagens o leite materno é gratuito e completo, composto por tudo que o bebê precisa para crescer saudável!
Ao amamentar é importante que o bebê faça a pega adequada no seio, ou seja, sua boca deve envolver não só o mamilo mas também uma parte da auréola (parte rosada ou marrom em volta do bico), seu lábio inferior deve estar voltado para fora e o queixo tocando a mama.
A posição do bebê: Durante a amamentação o bebê não deve estar deitado, amamentar o bebê nessa posição aumenta as chances de infecções de orelha, as otites, isso acontece porque o leite penetra na orelha através da tuba auditiva.

Para saber mais sobre os benefícios da amamentação, verdades e mitos visite também:


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Saúde Vocal


No mês de abril é realizada a campanha Amigos da Voz, por isso aqui vão algumas dicas de saúde vocal.

• Para começar bem o dia alongue-se, espreguice, boceje, isso fará bem ao seu corpo e à sua voz;
• Durante o banho, deixe cair bastante água quente na região posterior do pescoço, respire lentamente e procure relaxar;
• Massageie a região posterior do pescoço e dos ombros sempre que puder – ao acordar, no banho, antes de deitar;
• Procure uma postura confortável, mantendo o tronco ereto e evitando posturas de cabeça inadequadas, isso é fundamental para que a voz saia com naturalidade, sem esforços ou tensões; evite posturas que gerem tensão na região dos ombros e pescoço...
• Evite dormir com tensões na região do pescoço, use um travesseiro não muito alto e nem muito baixo;
• Reserve alguns minutos do seu dia para fazer um relaxamento, assim terá uma maior regeneração muscular durante o descanso contribuindo para um sono mais eficaz, menor irritabilidade, insegurança, agressividade e consequentemente uma voz mais saudável;
• Mantenha sempre uma garrafa de água ao alcance de suas mãos, hidrate-se constantemente;
• A maçã pode ser uma importante aliada, ela auxilia na limpeza do trato vocal reduzindo as secreções;
• Cuidado com os pigarros pois ao invés de auxiliar na emissão este hábito pode lesar a prega vocal;
• Ao contrário do que muitas pessoas acreditam as pastilhas, sprays, gengibre e bebida alcoólica não melhoram o desempenho vocal, eles apenas anestesiam o trato vocal e mascaram a sensação de dor, irritabilidade, podendo levar a alterações por abuso vocal;
• Evite gritar e falar por tempo prolongado, principalmente se estiver em um ambiente ruidoso;
• Chocolate, leite e seus derivados aumentam a secreção no trato vocal prejudicando a clareza da voz; evite também alimentos muito condimentados (muito salgados, apimentados...) e frituras;


• Café, cigarro e bebidas gasosas irritam a laringe;

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Você já ouviu falar em reabilitação vestibular?


O sintoma mais comum da labirintite é a tontura. Este sintoma tem um impacto muito grande na qualidade de vida dos indivíduos que sofrem de labirintite. Medo de sair sozinho, sensação de instabilidade, insegurança são algumas das sensações relatadas pelos pacientes. Este é um distúrbio muito comum em pessoas idosas, mas pode acometer também pessoas mais jovens. Atualmente existe no mercado farmacológico uma série de medicamentos indicados para o tratamento da labirintite, porém o uso destes medicamentos não deve ser prolongado. O tratamento para a labirintite dependerá das causas que levam a ela, assim, distúrbios hormonais, diabetes e problemas vasculares devem ser controlados previamente. Há alguns casos que só se resolvem com intervenção cirúrgica, mas no geral, a reabilitação vestibular é o tratamento eleito.
Composta por exercícios orientados pelo fonoaudiólogo e que variam de acordo com a desordem apresentada estes exercícios tendem a ficar mais complexos à medida que o paciente se recupera. O objetivo é restaurar o equilíbrio, contribuindo assim para a melhoria na qualidade de vida dos pacientes. O tempo médio de tratamento é de dois a três meses. 


Fonte de pesquisa: http://cafopuccamp.blogspot.com/2011/02/labirintite-tem-cura.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Comunicação e trabalho


Em nossas relações de trabalho é necessário transmitir com clareza e objetividade nossas idéias e objetivos. O tom de voz que utilizamos, a velocidade de nossa fala, a presença de vícios de linguagem, o modo como organizamos nosso discurso, a atenção que dedicamos ou não ao que nos dizem, a maneira como nos portamos diante de uma situação, como nos vestimos, nossa postura corporal, gestos, tudo isso ( e muito mais) pode contribuir de maneira positiva ou negativa para nossas relações profissionais. Da mesma maneira quando temos de apresentar resultados, projetos e propostas nossa comunicação deve transmitir credibilidade e confiança. Nossas habilidades comunicativas podem e devem ser trabalhadas de maneira a contribuir para nosso sucesso profissional. É com este objetivo que a Fonoaudiologia vem se inserindo no mercado corporativo e no trabalho com profissionais, individualmente, buscando trabalhar estas habilidades de acordo com as necessidades específicas de cada um, pois não há uma receita, cada indivíduo apresenta suas dificuldades específicas bem como características que devem ser valorizadas.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dicas para o desenvolvimento saudável da comunicação





Converse com o seu filho, conte histórias, cante e brinque com ele, estas atitudes ajudam a desenvolver a sua linguagem!

Evite falar errado ou dizer coisas que não gostaria que seu filho dissesse próximo a ele, pois as crianças aprendem a falar à medida que ouvem os adultos e as outras crianças, mesmo que não estejam falando diretamente com ela!

Observe o seu filho! Veja se ele presta atenção quando falam com ele, se percebe sons como latidos de cachorro, barulho de carro, telefone, campainha. Observe se ele compreende quando pede que faça alguma coisa!

Lembre-se que a criança não fala como o adulto, sua fala acompanha o seu desenvolvimento, por isso alguns erros na fala podem ser comuns! Mas cuidado, pois alguns erros podem significar alterações auditivas! Na dúvida procure um profissional para orientá-lo!

A audição é muito importante para o desenvolvimento da linguagem e aprendizagem, por isso alguns cuidados são importantes como não amamentar a criança deitada, evitar a exposição da criança a mofo e poeira, cuidado com infecções de garganta e refluxo, pois tudo isso pode gerar quadros de otite!

Algumas crianças começam a falar mais cedo que outras, mas isso nem sempre é motivo de preocupação. Fique atento ao desenvolvimento de seu filho e em caso de dúvida procure um fonoaudiólogo!

É comum que durante o desenvolvimento da linguagem a criança apresente momentos de gagueira, se este for o caso do seu filho preste atenção ao que ele diz, com paciência, evite completar ou tentar adivinhar sua fala, isso acontece porque ele está aprendendo a falar e tende a ser superado naturalmente cerca de um ano após os primeiros sintomas. Se tiver dúvidas um fonoaudiólogo poderá lhe ajudar!

A respiração oral prejudica o rendimento escolar, pode alterar a fala e trazer alterações na arcada dentária e postura corporal, por isso fique atento à respiração de seu filho, se ele ronca muito, acorda com frequência para beber água, está sempre cansado e desatento pode ser alguns indícios de respiração oral, neste caso procure um otorrinolaringologista para verificar qual o motivo da respiração oral e o tratamento adequado! Quanto mais cedo menores serão as alterações e mais rápido será o tratamento!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sua voz não lhe agrada?


http://www.youtube.com/watch?v=L7ftgQSCn80&feature=related

Encontrei este vídeo no blog http://vocesa.abril.com.br/blog/marcio-mussarela/ Acho importante esclarecer que quando algo em sua voz (ou fala) não o satisfaz é possível trabalhar alguns aspectos como a ressonância, a projeção, o modo como articula determinadas palavras, rouquidão, velocidade de fala (rápida ou lenta demais), intensidade (muito alta/muito baixa) etc... para  isso é importantíssimo conhecer exatamente o que o incomoda em sua voz/fala, pois isso favorece o trabalho de aperfeiçoamento. Então se sente a necessidade de melhorar sua voz, fala, dicção, aperfeiçoar a organização do discurso e expressividade um fonoaudiólogo pode ser um grande aliado, principalmente quando se tem claro os objetivos que deseja atingir.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Você se comunica bem?

Um bom comunicador é aquele capaz de transmitir ao outro aquilo que necessita/deseja de maneira clara e objetiva de forma que o outro compreenda. Para isso nosso vocabulário deve estar de acordo com a mensagem que desejamos passar ao outro, assim, em um ambiente de trabalho não seria adequado o uso de gírias por exemplo, da mesma maneira como não seria adequado o uso de termos estritamente técnicos junto a pessoas consideradas leigas a respeito do assunto tratado, pois, como dito acima, o bom comunicador é aquele que consegue transmitir ao outro as informações necessárias de uma forma que ele compreenda. Além da atenção ao vocabulário utilizado é preciso lembrar que não nos comunicamos apenas através das palavras, mas também a partir de nossos gestos, posturas, através da maneira como nos vestimos e de nossas ações. 
Para se tornar um bom comunicador é essencial saber ouvir, se não damos a devida atenção ao que é dito pelo outro comunicamos a ele nosso desinteresse por aquilo que está dizendo. Um bom comunicador deve ser claro e direto ao expor suas opiniões e idéias, sem muitos rodeios, mas com o cuidado para não agredir ou ofender o outro. Manter um tom de voz adequado é outro fator que favorece a comunicação, não se deve falar muito alto, nem muito baixo. O vocabulário a ser usado deve estar de acordo com o interlocutor de maneira que este consiga compreender o que lhe está sendo dito. Esperar o momento adequado para expor sua opinião, para responder, evitando interromper o que está sendo dito pelo seu interlocutor é essencial! Ao transmitir suas idéias e opiniões busque fazê-lo de forma clara, enfatizando as idéias principais. 
Lembre-se que uma boa comunicação pode ser a chave para o sucesso!

Fontes: 
HUNTER, James C. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2004.

BIANCHI, Kátia, 5 segredos do bom comunicador, http://lugardafala.blogspot.com/


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sugestão de atividades para as férias



Algumas brincadeiras podem ajudar o seu filho no aprendizado da leitura e escrita. Aproveite o período de férias para ajudar o seu filho de uma maneira divertida!
                                                     
Nas férias sempre acontecem coisas diferentes, passeios, viagens, brincadeiras, por isso é uma ótima época para escrever um diário de férias, onde o seu filho poderá desenhar, escrever, colar, tudo para não esquecer esses momentos bons, e que além de ser uma atividade divertida pode ajudar muito o seu filho no aprendizado da leitura e escrita. Essa atividade deve ser feita em parceria, de maneira prazerosa, descontraída e não como uma coisa chata.

Muitas vezes os passeios e atividades de férias vêm acompanhado de muitas fotos, então que tal montar um álbum com legendas sobre as pessoas que estavam nas fotos, sobre o lugar, o evento...

Nem todo mundo viaja nas férias, mas isso não é um problema, podemos “viajar” sem sair de casa ao ler um livro novo, folhear revistas, fazer de conta, então aproveite para compartilhar momentos como este com o seu filho, leia junto dele, espalhe bilhetes pela casa, faça um caça tesouros com os presentes de natal deixando pistas através de bilhetes espalhados pela casa.

Mesmo sem sair da cidade podemos aproveitar as férias para visitar lugares diferentes, a Biblioteca Infanto Juvenil da Biblioteca Luiz Bessa oferece algumas atividades como contação de histórias, exposição de livros, entre outras, essas atividades são gratuitas, maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3269-1223 ( a Biblioteca fica na Praça da Liberdade, nº 21)

Aproveite as férias para fazer uma receita junto do seu filho, peça a ele para verificar a quantidade de alguns ingredientes como ovos, leite, açúcar... mas esta atividade deve ser feita com paciência!


Uma ida ao mercado também pode ajudar muito no aprendizado do seu filho, peça a ele ajuda na hora de fazer a lista, pergunte a ele o que ele gosta que esta precisando comprar, ou peça que verifique se falta algum ítem, se ele não tiver resistência peça a ele para escrever as coisas que ele quer que compre... no mercado peça a ele ajuda para encontrar os produtos, conferir os preços, verificar se encontraram todos os itens da lista...

Faça atividades como Jogo da Forca, Stop (Adedanha), Caça-Palavras, Palavras Cruzadas ou crie brincadeiras com palavras na rua, em casa, no transito, por exemplo coisas na casa que comecem com a letra b, ou lugares que comecem com outra letra.
Todas estas atividades podem ser mantidas ao longo do ano!!!!      

domingo, 12 de dezembro de 2010

Seu filho ronca?

A criança que tem característica de sono agitada, que ronca, baba, nariz sempre obstruído, na maioria das vezes apresenta aumento da adenóide, vulgarmente chamada de "carne esponjosa". 
Quando cresce muito, a adenóide pode inclusive, impedir totalmente a passagem de ar pelo nariz, o que ocorre principalmente à noite fazendo com que o sono se torne agitado.
O nariz possui tres funções importantes: a umidificação, o aquecimento e a filtragem do ar. Quando você respira pela boca, o ar vai para o pulmão sem tratamento, podendo gerar infecções pulmonares ou crises de bronquite.
A adenóide é responsável também pelo acúmulo de secreções nas fossas nasais, esse acumulo pode levar a infecções como otites e sinusites. Os quadros de otite podem interferir na percepção auditiva dificultando ainda mais o processo de aprendizagem. 
A respiração bucal (oral) não permite uma boa oxigenação do organismo, comprometendo o desenvolvimento infantil, assim, crianças que respiram pela boca tendem a ser menores e a apresentar desempenho escolar mais baixo que as outras crianças. 
As alterações de arcada dentária também são frequentes nas crianças que respiram pela boca. 

Todas essas alterações podem ser prevenidas se tratadas adequadamente. 
O diagnóstico e tratamento será realizado pelo otorrinolaringologista. Frequentemente faz-se necessário a atuação fonoaudiológica juntamente ou posteriormente ao tratamento médico. Outros profissionais também podem ser necessários dependendo das alterações apresentadas pela criança. 


Fonte de pesquisa: http://www.eric.thuler.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=25


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aprendizagem da Leitura e Escrita



A aprendizagem da linguagem escrita é algo muito complexo e cada criança passa por isso de maneira singular. Para algumas crianças este processo pode ser mais demorado, mesmo que ela não tenha qualquer distúrbio.Por isso, se o seu filho vem apresentando dificuldades na escola, procure um fonoaudiólogo. Ele poderá orientá-lo, esclarecer suas dúvidas e, se necessário, auxiliar o seu filho a desenvolver um aprendizado com mais qualidade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Redação - um bicho de sete cabeças?

Já começou a maratona de provas para aqueles que almejam uma vaga na universidade para o próximo ano... 
Para muitos vestibulandos a redação é um bicho de sete cabeças, mas algumas dicas podem ser úteis nessa etapa final, ou quem sabe para o próximo ano...
A maioria dos alunos em fase de vestibular já ouviu milhares de vezes sobre a importância de ler e se manter atualizado. É claro que isso é muito útil, mas não devemos esquecer que hoje contamos com diversos recursos além dos livros, revistas e jornais que nos mantém atualizados, como as paginas da internet. Além disso, podemos e devemos explorar outros recursos como filmes, propagandas, acontecimentos cotidianos, etc. 
Ao estar diante de um tema devemos buscar todas as informações a respeito de tal assunto, sem nos prendermos inicialmente à forma do texto, mas sim ao conteúdo. Algumas provas de redação oferecem  recursos como fragmentos textuais, imagens, gráficos, charges, etc... que podem (e muito) auxiliar o aluno na elaboração de seu texto. Para isso é preciso relacionar os dados apresentados àquilo que se sabe sobre o tema, e ainda relacionar tais dados uns aos outros. Muitas vezes estes dados trazem informações implícitas que podem ser bem aproveitadas se relacionadas com situações cotidianas, ou que são frequentemente abordadas nos jornais, revistas, propagandas.  Algumas dicas rápidas, mas fundamentais são

1- Preocupar-se primeiramente com o que escrever (explorando os recursos oferecidos e correlacionando-os aos filmes, noticias, vivências, situações cotidianas, etc) e só depois com a forma do texto
2- Não fugir ao tema proposto
3- Suas idéias devem estar bem organizadas
4- O texto deve ser claro, objetivo e de fácil compreensão
5- Cuidar para não utilizar palavras repetidas vezes 
6- Verificar se as palavras estão escritas corretamente e se utilizou de maneira adequada os sinais de pontuação
7- Leia seu texto com atenção, quantas vezes achar necessário, aproveite para modificar algumas palavras usadas anteriormente, ou complementar uma idéia, verificar a pontuação e grafia das palavras, veja se todas as informações estão claras, ou se é preciso modificar ou acrescentar alguma informação. 

A todos os vestibulandos, boa sorte!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Texto Ana Maria Machado

Bom de Ouvido
de Ana Maria Machado

Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro o itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado a namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua.

Durante 18 anos, eu tive uma livraria infantil. De vez em quando, chegavam uns pais ou avós com a mesma queixa: "O Joãozinho não gosta de ler, o que é que eu faço?" Como eu acho que o ser humano é curioso por natureza e qualquer pessoa alfabetizada fica doida pra saber o segredo que tem dentro de um livro (desde que ninguém esteja tentando lhe impingir essa leitura feito remédio amargo pela goela abaixo), não acredito mesmo nessa história de criança não gostar de ler. Então, o que eu dizia naqueles casos não variava muito.

A primeira coisa era algo como "pára de encher o saco do Joãozinho com essa história de que ele tem que ler". Geralmente, em termos mais delicados: "Por que você não experimenta aliviar a pressão em cima dele, e passar uns seis meses sem dar conselhos de leitura?" O passo seguinte era uma sugestão: "Experimente deixar um livro como este ao alcance do Joãozinho, num lugar onde ele possa ler escondido, sem parecer que está fazendo a sua vontade. No banheiro, por exemplo." E o que eu chamava de um livro como este, já na minha mão estendida em oferta, podia ser um exemplar de O Menino Maluquinho, do Ziraldo, ou do Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha, ou de O Gênio do Crime, do João Carlos Marinho. Havia vários outros títulos que também serviam.

Mas o fato é que, em 18 anos de experiência, NUNCA, nem uma única vez, apareceu depois um pai reclamando que aquela sugestão não tinha dado certo. Pelo contrário, incontáveis vezes o encontro seguinte já incluía um Joãozinho entusiasmado, comentando o livro lido e disposto a fazer  novas descobertas. 

Para adolescentes e jovens, a coisa é um pouco mais complicada. Não porque não haja livro bom assim como os que citei. Pelo contrário, tem de montão. Eu seria capaz de encher páginas e páginas só dando sugestões e comentando cada uma delas. A quantidade chega até a atrapalhar a escolha, não é esse o problema. Mas aí já entram em cena muitas outras variáveis. O fôlego de leitura do sujeito, por exemplo. Igualzinho ao que acontece nos esportes. Como quem sabe que não vai agüentar jogar noventa minutos, e então nem bate uma bolinha, dizendo que acha  futebol um jogo idiota. Há quem desanime só de ver o número de paginas do livro, ou o tamanho da
letra, ou o fato de não ter ilustração. Nesse caso, o cara acha que vai ficar de língua de fora e pagar o maior mico. Não percebe que não está competindo com ninguém.

Também não tem ninguém na arquibancada olhando sua performance. Dá para levar o tempo que quiser para chegar ao fim do livro. Ler uma página por dia, por exemplo, se não quiser ir mais depressa. Num livro como este aqui, dá pra fazer isso - as histórias são curtinhas. Para outros candidatos a leitor, não é uma questão de fôlego, mas de medo de não ter musculatura para ler. De só dar chute chocho e a bola não ir longe. 
De não agüentar a força do que está escrito, não entender umas palavras, não perceber o que o autor quer dizer e ficar se achando um burro. Se nunca usar, o músculo pode acabar tão atrofiado que o cara não consegue nem mastigar, fica feito um bebê, só come papinha, sopa e sorvete. Incapaz de traçar um churrasco - para não falar em ir ao supermercado trazer a carne, ou plantar a própria horta. Dá um trabalho... Quando vejo essa atitude, sempre me lembro daquela frase: "Acha que educação custa caro? Experimente só a ignorância..." Mas, de qualquer modo, dá também para ser solidário com quem ainda não teve chance de desenvolver sua musculatura leitora. Tudo bem, vamos devagar. Lendo textos curtos, fáceis, divertidos, variados, numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia (e toda noite, não há limites).

É só folhear este livro. Pode ser que alguma história atraia sua atenção e mostre que, mesmo que uma ou outra palavra lhe escape, ninguém está falando complicado. Outra questão difícil na escolha de uma leitura de jovens e adolescentes, em minha opinião, é que eles já são praticamente adultos. Ainda  ais hoje em dia, e no nosso país. Não têm que ficar lendo histórias de uma turminha de garotos que só se trata por apelidinhos idiotas e inventa uma máquina do tempo ou apura um crime, ou enfrenta o terror  de múmias e mortos-vivos a serviço de um cientista maluco, ou vive aventuras nos Mares do Sul, no Vale dos Dinossauros, na Galáxia Superior ou no Reino do Escambau. É até uma falta de respeito com a inteligência e a capacidade dos jovens. Eles podem rir, brincar, gostar de ter amigos e de se divertir, mas também gostam muito de pensar e de criticar um bocado das heranças malucas que esse chamado mundo dos adultos está deixando para eles. E muitos dos livros que esses adultos (que muitas vezes não lêem) querem que eles leiam ficam batendo nessa tecla da “bobajada divertida”.
Coisas que até tinham algum sentido em gerações anteriores, mas hoje apanham de goleada de qualquer videogame - porque são um tipo de diversão que não precisa de palavras.

E quando os livros que os adultos querem que os jovens leiam não são esses, pior ainda: lá vem aqueles autores do século XIX... e já estamos no XXI! Podem ser ótimos, importantes e tudo o mais - ninguém está negando isso. Mas não são o tipo de leitura ideal para aquele primeiro namoro/leitura cheio de delícias e gostosuras, quando o leitor ainda nem tem vinte anos. E tem mais. Nessa idade, todo mundo gosta de procurar sua tribo. Há quem goste de pagode, quem se amarre em música sertaneja, quem só queira saber de rock. A turma que madruga e batalha para conciliar estudo e trabalho, o pessoal que discute política e faz manifestação, a moçada que não está nem
aí. Se eles não se vestem igual, não freqüentam os mesmos lugares, não se deslocam nos mesmos transportes, não curtem o mesmo tipo de música, não falam a mesma gíria, como é que de repente a gente vai encontrar um livro assim como O Menino Maluquinho para jovens, capaz de atingir a todos, tão diferentes?


* Este texto é um trecho do livro Comédias para se ler na Escola do Luiz Fernando Veríssimo

domingo, 17 de outubro de 2010

Atividades escolares: aproximação ou afastamento da linguagem escrita?



Desde a época da graduação (e talvez mesmo antes desta) sempre me interessei muito pela linguagem escrita e questões relacionadas à aprendizagem. Atualmente tenho estado em contato constante com atividades escolares e muitas delas eu consideraria pouco significativas. Vale lembrar que meu contato maior é com atividades de 1 a 4 série, período que compreende a base do ensino formal. Pois bem, vamos ao que interessa. Observando atividades como interpretação de texto me vêm muitas questões... Primeiramente, podemos observar que neste tipo de atividade o aluno deve escrever exatamente aquilo que o professor quer ver como resposta, as questões que se colocam ao aluno são facilmente encontradas em trechos do texto e o aluno deve identificar onde está a resposta e copiá-la, por vezes têm de copiar trechos enormes para que a resposta seja considerada satisfatória. Antes de qualquer coisa esta atividade é considerada chata pelas crianças, e não só por elas, afinal quem gosta de ficar copiando trechos enormes... além disso essa atividade com grande frequência restringe a criança impedindo que ela relacione o que foi lido no texto com suas experiências e vivencias... muitas vezes faz com que o aluno se prenda ao sentido literal, permitem uma unica interpretação, porém devemos nos lembrar que um mesmo texto pode ter múltiplas interpretações de acordo com aquele que o lê. Ao simplesmente copiar um trecho lido a reflexão da criança sobre sua escrita e sobre o texto lido torna-se por vezes, limitada. A exigência de que a criança copie as palavras exatamente como estão escritas no texto podem impedir que a criança mostre a sua escrita, os processos de construção pelo qual está passando. O erro na escrita é sempre visto como algo ruim quando na verdade é algo que pode permitir ao professor, aos pais e todos aqueles envolvidos no processo de aprendizagem verificar quais as estratégias utilizadas pela criança, quais seriam suas dificuldades, e orientar a prática dentro e fora das salas de aula de acordo com as necessidades reais da criança e sendo então muito mais significativas.  As atividades de leitura e escrita, principalmente nesta fase da vida, devem ser prazerosas, pois sempre fazemos melhor aquilo que gostamos, que nos dá prazer.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sobre a patologização do aprender






Queridos leitores, gostaria de sugerir a leitura de três textos que me chamaram a atenção recentemente e que estão afinados com as concepções de aprendizagem em que acredito. Estes textos nos fazem refletir sobre nossa atuação e sobre uma tendência que se torna cada dia mais presente, a patologização do processo de aprendizagem.  Acredito que nós, enquanto profissionais envolvidos com a proposta de promoção da saúde, acabamos muitas vezes contribuindo com este processo ao reproduzirmos discursos veiculados nos canais midiáticos, esquecendo-nos da complexidade envolvida no processo de aprendizagem, quando na verdade, deveríamos nos preocupar em reverter esta tendência, atuando como promotores de saúde e não apenas nos restringindo à confirmação de diagnósticos que pouco contribuem para a resolução real do problema... 





Boa leitura!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Teste da orelhinha agora será obrigatório e gratuito nas maternidades públicas


O Congresso Nacional aprovou a lei que determina a obrigatoriedade da realização do teste da orelhinha ( triagem auditiva neonatal) em recém nascidos nas maternidades publicas de todo o território nacional. O objetivo é realizar o diagnóstico precoce da deficiencia auditiva. Esta é uma grande conquista, pois quanto mais cedo ocorrer a identificação da perda auditiva e a intervenção  melhores serão os resultados alcançados no desenvolvimento da criança. 
O teste da orelhinha é rápido e não dói, é capaz de identificar mesmo as perdas auditivas mais leves, isso é muito importante pois as perdas leves muitas vezes levam mais tempo para serem percebidas pelos pais e pessoas que convivem com a criança, mas que também podem trazer muitas dificuldades relacionadas à fala, linguagem, aprendizagem, etc...

A realização do teste é feita através da introdução de uma pequena oliva na orelha da criança, se o exame acusar algum tipo de alteração a criança deverá repetir o exame dentro de 30 dias, outras avaliações podem ser necessárias posteriormente.
A identificação e intervenção precoce (preferencialmente antes dos 6 meses de idade) contribuem para um bom desenvolvimento e uma boa qualidade de vida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre o uso da chupeta



A iniciativa desta postagem surgiu em função das inumeras questões levantadas sobre o uso da chupeta na pagina da revista Nova Escola. Pois vamos ao que interessa. O uso da chupeta interfere no fechamento labial, fazendo com que esta musculatura tenha menos força e consequentemente leva à respiração oral. A respiração oral contribui ainda mais para a diminuição da força muscular dos orgãos envolvidos na articulação da fala contribuindo também para alterações na fala, na mastigação e na deglutição. Além disso, a respiração oral altera o crescimento ósseo da face, gera compensações posturais prejudiciais e ainda interfere na qualidade do sono, afetando o rendimento escolar, a capacidade de focar sua atenção, acarretando alterações de comportamento (como agitação ou apatia).
Quanto ao efeito calmante da chupeta, apesar de ser algo polemico, é algo real, mas não é a chupeta em si que acalma, mas o ato de sucção, assim, se a criança permanece por mais tempo no seio materno a necessidade da chupeta será menor, ou ate mesmo nulo. 

Uma leitora de Nova Escola disse que nós fonoaudiologos e dentistas devemos alertar e auxiliar na retirada deste hábito e não apenas colocarmo-nos no papel de criticar, concordo perfeitamente com sua postura, não basta criticar, é preciso apresentar soluções, do contrário seria muito fácil. Apesar disso, não existem receitas prontas, cada criança, cada familia, possuem caracteristicas próprias que devem ser respeitadas e por isso é necessário que os pais procurem um fonoaudiólogo para que este possa lhe ajudar neste processo. 

Acredito na necessidade de pensar sobre os efeitos da chupeta a curto e longo prazo, entretanto não devemos ser extremistas pois não há uma receita pronta que seja válida para todos os casos. O ideal é procurar por um profissional que possa avaliar e auxiliar o processo de retirada da chupeta, não esquecendo que diferentes profissionais podem assumir posturas diferentes diante de uma mesma situação, e por isso ao decidir pela retirada ou não da chupeta deve prevalecer o bom senso.

Compartilho com vocês uma matéria interessante sobre o tema disponível em: 
http://www.ifono.com.br/ifono.php/o-uso-da-chupeta-e-sempre-prejudicial-a-crianca

domingo, 6 de junho de 2010

Fonoaudiologia pode ser tratamento de rinite e asma



Um estudo publicado em 2007 aponta a fonoterapia respiratória como uma importante aliada no tratamento de rinite e asma. 

Associada ao tratamento convencional medicamentoso, o trabalho fonoaudiológico consiste em educar o paciente a respirar de forma correta através de exercícios respiratórios e musculares destinados a “automatizar” as funções respiratória e permite melhorar os sintomas de forma significativa.

Segundo os dados divulgados, os resultados foram comprovados por exames realizados no Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Hospital das Clínicas, reconhecido pela Sociedade Brasileira de Pediatria como Centro de Referência em Pneumologia Pediátrica no Brasil.

Para ter acesso à matéria original acesse:

Artigo publicado em Divulgação científica em 27 de setembro de 2007 


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Desenvolvimento da linguagem escrita e ambiente sociocultural

Em postagens anteriores procurei abordar a importancia da familia no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita pela criança. Mas e aquelas crianças inseridas em comunidades onde o uso de tais modalidades linguisticas são limitados, restritos? Onde não se tem acesso a livros, jornais, revistas... onde os pais não foram alfabetizados? Seriam estas crianças inaptas para a aprendizagem da linguagem escrita? 


Não, entretanto algumas questões precisam ser analisadas para que o processo de aprendizagem obtenha sucesso.

Pois bem, se a criança não está familiarizada com os usos da leitura e da escrita é importante que a escola se empenhe em oferecer a ela esta familiarização. 

Uma outra questão importante seria utilizar recursos acessíveis à criança como por exemplo leitura de rótulos, panfletos, propagandas... produção de listas de compra, receitas, cartas, bilhetes... A forma como estes recursos serão explorados fica a critério do profissional que trabalha tais habilidades. 

Normalmente os panfletos e recortes de revistas e charges costumam chamar atenção por apresentarem textos curtos (que podem ser explorados de diversas maneiras), imagens, desenhos, paginas coloridas.